quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

127 Horas- O Filme

Aron Ralston é um alpinista que luta pela sobrevivência, após a queda de uma rocha sobre seu braço, aprisionando-o numa garganta isolada em Utah. Ressalto nesse filme a prática de uma atividade de aventura com um grau de risco controlado e que é feita de forma errada, nesse caso o personagem sai sozinho, sem nenhum meio de comunicação e sem informar para onde vai.

Um bom filme, recomendo.





terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Gostar do que faz pode facilitar. E muito!!

Quando se escolhe um conteúdo para aplicar nas aulas de Educação Física deve-se estar ciente de que há a necessidade de conhecer e entender o que será transmitido aos alunos. Mas se além de conhecer e entender, você gostar daquilo o que passa, vai facilitar o convívio com os alunos, transformando as aulas mais tranquilas e prazerosas.
Minha prática com atividades de aventura colaborou com o processo, mas minha paixão pela área fez com que eu encontrasse meios para completar todas as atividades, superando até mesmo as dificuldades.
O vídeo a seguir traz imagens do meu arquivo pessoal e também da internet das práticas de aventura que pratico. 


Azelha em oito. É o que mesmo?

O nome do blog Azelha em oito se deu a partir de um nó bem conhecido entre os praticantes de algumas atividades de aventura, como a escalada e o rapel. Ele é um nó fácil de fazer e também de desfazer, isso quando não sofre cargas e trancos fortes. Pra quem o faz pela primeira vez sente dificuldade.
E esse era o meu olhar sobre a Educação Física Escolar: parecia ser complicada, mas com o tempo percebi que o “nó” na minha cabeça era fácil de ser desatado.
No Estágio Supervisionado III tratei das Práticas Corporais de aventura na natureza (PCAN'S). Além de ter uma grande afinidade com o conteúdo, sou praticante e condutora dessas atividades, o que tornou mais fácil sua aplicação.
Recomendo aos professores que não conhecem práticas buscarem informações, pois todas as atividades proporcionam várias possibilidades, daquelas mais elaboradas como o arvorismo, como aquelas mais simples como a corrida de orientação. Vale a pena.











É sua vez. Tente fazer...

ATENÇÃO! Não repita isso!



Calma! Não se assuste com a foto, eu não fiz isso na escola (apesar de não achar uma má ideia).
Essa imagem está relacionada com o Paintball. Calma, já explico. Mas primeiro tenho que apresentá-lo.
É um esporte de combate, individual ou em equipes, usando marcador de ar comprimido ou CO2 que atiram bolas com tinta colorida . O objetivo é atingir o oponente, marcando suas roupas com tinta, sem causar dano ou lesão corporal. Cada lado da disputa costuma usar uma cor diferente, tornando fácil identificar a origem do tiro. A partir dai podem encenar vários tipos diferentes de disputa: um contra um, grupo contra grupo, contagem de pontos, captura de líder, defesa de território, captura de bandeira, como em qualquer outro jogo de simulação de combate.
Mas assim não dá numa escola. Então, como faz? Vamos voltar ao assunto da adaptação. E é muito mais simples do que parece. 
Só precisa de alguns balões ou sacolas de chup chup, que deverão ser enchidas com água ou tinta, dividir a turma em equipes e providenciar as barreiras que podem ser feitas de tatame, jornal ou o que tiver disponível. É bem simples. 
E acreditem, dá tão certo que até os professores das outras disciplinas querem jogar (sou testemunha).
Mas vale lembrar: nada de alagar a escola!!




Paintball adaptado no AcampaEsfa 2011


Pra todo problema há uma solução

Agora mais do que nunca está comprovado: um conteúdo novo nem sempre agradará a todos os alunos numa aula de Educação Física na escola. Prova disso é que eu, iludida com a alegria dos alunos no dia da apresentação do Estágio na turma, acreditei que tudo seria às mil maravilhas, que todos participariam sem reclamar, questionar ou criticar nada!... 
Tendo um desafio desses pela frente logo de cara assusta, dá vontade de desistir, mas já que não custa nada tentar, corri o risco.
Em uma das intervenções a proposta era de levá-los ao laboratório de informática para que eles pudessem pesquisar sobre as atividades de aventura do estado do Espírito Santo. Mas pra alguns alunos não passou de uma proposta mesmo!! Depois de algumas aulas sem aquele futebol alguns alunos se revoltaram e se recusaram em fazer a pesquisa. Fiquei perdida no momento, mas não permiti que eles saíssem da sala e que teriam que conversar comigo, alias eu era a professora né?!
Três alunos, só três de 34!! Nada que uma conversa não resolvesse...
No fim da aula os chamei para perguntar o porque deles não participarem da minha aula (como se eu não soubesse da resposta). E é claro que era o que eu imaginava: a falta do futebol. Mas tinha mais coisas envolvidas e eu precisava resolver se quisesse os alunos participando das minhas aulas. Perguntei então o porque de querer só o futebol nas aulas de Educação Física. E era por um simples motivo: por não terem outro espaço para praticá-lo.
Lá em 2000... e lá vai bolinhas, quando ainda estudava na EMEF "Ernesto Corradi", onde fiz o estágio, tínhamos acesso ao campo de futebol, onde praticávamos nossas aula. Mas hoje em dia as coisas mudaram. A comunidade não permite que o campo seja usado, sabe porque? Pra não estragar a grama! Eles alegam ter o espaço somente para treinos e jogos da equipe local.
Como eu não podia fazer muita coisa fiz um acordo com os alunos: eu conversaria com a diretora, que me ajudaria a abrir o campo para os alunos pelo menos a cada 15 dias para que pudessem jogar e em troca, é claro, eles teriam que participar da minha aula. Todos concordaram, mas deixei bem claro que não dependia de mim.
Nas aulas seguinte, quando voltei à escola aqueles que não queriam fazer as atividades voltaram a participar. Quanto a questão do campo, infelizmente até hoje a comunidade não permitiu que os alunos da escola utilizassem o campo. 
Mas disso eu pude entender que é através de uma conversa com os alunos que podemos descobrir o porque de cada coisa que acontece nas aulas, relacionadas com o dia a dia ou não.






segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

LE PARKOUR- VOCÊ ESTÁ FAZENDO ISSO ERRADO!



O vídeo ilustra bem como iniciar uma atividade de aventura, como no caso o Le Parkour, pode ser perigoso se não for orientado por um profissional. Parece engraçado no começo, mas poderia ser trágico.
E quando esse conteúdo é levado pra dentro da escola nas aulas de Educação Física deve-se ter mais atenção ainda.
O Le Parkour é uma atividade onde os praticantes usam seu corpo para passar obstáculo de uma forma rápida e fluente. A escola oferece muitos espaços para essas práticas como escadas, mesas e cadeiras e esta ainda não necessita de materiais caros e possui baixo custo. Cabe ao professor entender a prática e aplica-lo com responsabilidade. 

NÓS E AMARRAS

Um nó, para ser considerado bom deve satisfazer as seguintes condições:
- Simplicidade em ser feito
- Apertar à medida que o esforço sobre ele aumentar.
- Facilidade em ser desatado
Da perfeição de um nó pode depender uma vida.
Vamos ver alguns nós que podem ser ensinados aos alunos nas aulas de Educação Física!

Nó Simples
O nó simples também designado por laçada (Fig. 6)


Nó de Azelha
Este nó executa-se do mesmo modo que o nó simples mas é dado com a corda dobrada (Fig.10).


Nó de Trempe
Também designado por nó de Oito ou Volta de Fiador, inicia-se com um cote e leva-se o chicote a passar pelo interior deste contornando o seio (Fig.11).



Nó Direito 
Serve para ligar duas cordas de bitola igual e de materiais iguais que não demandem muita força.
Para executar o nó direito basta cruzar os chicotes duas vezes, sendo sempre o mesmo a passar por cima (Fig.12).


Nó Lais de Guia
Passado sob as axilas de uma pessoa, serve para a suster ou deslocar, quer puxando-a no solo, que içando-a ou deslocando-a (Fig.26).



TREKKING

Caminhar por trilhas naturais, desfrutando do contato com a natureza e cercado de belas paisagens em locais pouco conhecidos. Quem pratica o trekking tem essa oportunidade, e esse é sem dúvidas o principal motivo que faz do esporte um dos que mais cresce no país.
Os praticantes do trekking aliam o prazer em contemplar a natureza com os benefícios da atividade física, tentando fugir do stress do dia-a-dia. Os percursos podem ser curtos ou longos, importando apenas o prazer em caminhar. Além dessas vantagens, o esporte acaba contribuindo para difundir o turismo nas regiões por onde passa, e reforçar o espírito de trabalho em equipe entre seus praticantes.
O baixo custo do trekking, aliado com os vários níveis de dificuldades, proporciona ao praticante toda a segurança necessária e, é um dos principais motivos para o desenvolvimento do esporte.
Esse esporte, que está surgindo com muita força - uma espécie de rally a pé -, consiste basicamente em um competidor, equipado apenas com uma bússola e um mapa topográfico, onde estão marcados os locais por onde ele deve passar.
Nesses lugares existem prismas, onde estão pendurados os marcadores (tipo prendedor de roupa), funcionando como cartão de controle e que deverão ser picotados pelo atleta, assinalando sua passagem. Ganha quem fizer o percurso no menor tempo.
O campeonato é dividido em modalidades por idade e sexo. Os lugares onde são realizadas estas provas são muito verdes, por isso a corrida de orientação é um esporte para aqueles que gostam de ficar junto da natureza, convivendo pacificamente com ela, tirando proveito e cuidando dela ao mesmo tempo.
Nesta prova o competidor terá uma bússola, um mapa e sua inteligência. Nada mais é preciso para que ele trace seu próprio caminho, atravessando trilhas e montanhas, e quando chegar ao fim da corrida , passando por todos os pontos de marcação, torne-se um verdadeiro vencedor.
O trekking pode ser um conteúdo nas aulas de Educação Física Escolar, proporcionando aos alunos o contato com a natureza, a preservação ambiental e o trabalho em equipe.
Ele pode ser feito em qualquer espaço disponível, seja nas quadras ou mesmo em praças e parquinhos. E também de forma adaptada, com mapas desenhados pelos próprios alunos.

ESCALADA

Escalada Esportiva
A escalada esportiva é uma prática que utiliza as técnicas e movimentos de montanhismo e que tem como objetivo exigir o máximo de força e concentração do atleta. A técnica, a coragem, a adrenalina, juntamente com a força, são os fatores fazem da Escalada um esporte apaixonante.
Para quem pensa que o esporte se resume a "homens-aranha" que ficam escalando grandes arranha-céus pelo mundo, está enganado. A escalada é muito mais importante que isso e quem pratica quer antes de tudo desenvolver uma atividade que irá livrá-los do stress do dia-a-dia.
O atleta da escalada deve encontrar diferentes soluções para ultrapassar os obstáculos, não importando se está em uma cadeia de famosas montanhas européias ou na parede de uma academia.
Um dos principais atrativos da escalada é o fato de ela poder ser praticada em qualquer cidade, bastando para isso uma parede em qualquer academia. Hoje já é muito difundida a prática da Escalada nos grandes centros.


Escalada Esportiva em estruturas artificiais (indoor)
A escalada indoor surgiu no final da década de 1970, na Rússia pela necessidade dos escaladores locais de treinarem durante o rigoroso inverno, que os impossibilitava de sair para as montanhas. Desde então passaram a fixar agarras de madeira e pedra em paredes para completar seu treinamento. 
Essa forma de treino logo se espalhou pela Europa devido ao clima tão frio quanto o russo e já em 1984, na Bardonechia, Itália, foi realizado o primeiro campeonato de escalada indoor, (RESENDE JUNIOR, 1999; BERTUZZI, 2005) criando um marco divisório e polêmico entre a escalada tradicional de montanhas com seus riscos e privações próprias de expedições em lugares inóspitos que delimitavam esse esporte como “perigoso e mortal”, (KRAKAUER, 1997), e a nova modalidade extremamente atlética, onde o grande feito se dava em alturas não superiores a 20 metros com movimentos de equilíbrio e força que apenas os mais hábeis poderiam alcançar, aproximando-os muito mais de ginastas do que de alpinistas, como são chamados os montanhistas que escalavam os Alpes, o que Ferrer (2002) chama de “esportivização do montanhismo”.


Escalada Esportiva de Competição

As primeiras competições de escalada aconteceram na Ucrânia, na década de 60. Eram competições de velocidade realizadas em paredes rochosas naturais. Outros países também realizaram competições em rocha, mas lentamente, com o advento dos muros artificiais, as competições passaram a acontecer em ginásios ou praças públicas.
Competições têm suas particularidades e não necessariamente um bom escalador esportivo será um bom escalador de competição. Hoje existem atletas que treinam exclusivamente para competir. Existe uma Copa do Mundo, semelhante ao que acontece no esqui, e possivelmente escalada esportiva se tornará um esporte olímpico.


Boulder
Vencer certas seqüências de movimentos difíceis, sobre blocos baixos e sem a utilização de cordas de proteção, chamamos de bouldering.
Muito disseminado entre os escaladores modernos, fazer boulder pode ser muito divertido e desafiador, atingindo os maiores graus de dificuldade possíveis.
Às vezes se usa colchões para proteção, ou apenas um “spot”, ou seja, um parceiro que se posiciona adequadamente e que tem a função de “ajeitar” uma possível queda de forma a fazer o escalador cair de pé, minimizando as chances de contusão.
Por tratar-se de movimentos fortes e seqüências curtas; bouldering desenvolve muita explosão muscular e força bruta. Campeonatos de boulder são a sensação do momento ao redor do mundo, e aqui no Brasil estamos apenas começando.


Escalada na escola
E meados dos anos 90 algumas iniciativas pioneiras de escolas particulares do Rio de Janeiro e São Paulo abriram esta porta para a escalada no Brasil. Foram criados muros para a aprendizagem da escalada nesses colégios e alguns professores de Educação Física que também escalavam ou tinham conhecimento na área começaram a usar a escalada como um dos conteúdos de suas aulas e a criaram atividades recreativas e de iniciação desportiva para as crianças e os adolescentes.
Na época, esta novidade trouxe diversas suspeitas com relação a segurança dos alunos, visto que era uma atividade até então nunca implantada dentro do ambiente escolar e por todas as características específicas da modalidade que realmente geram um pouco de medo, natural, naqueles que não conhecem. A principal preocupação foi em relação à visão que os pais teriam dessa proposta e os riscos que essa atividade poderia trazer caso fosse utilizada de maneira equivocada.
Hoje, dez anos depois das primeiras iniciativas, podemos afirmar que a escalada nas escolas, tal como acontece na França, EUA e outros países é um componente curricular riquíssimo e tende a crescer muito, gerando modificações na própria cultura da escalada no Brasil.

A escalada nas aulas de Educação Física
É cedo para afirmar algo mais concreto visto que as pesquisas nesta área de conhecimento ainda estão começando, mas algumas evidências da prática no ensino da escalada nas escolas que trabalhamos mostram que do ponto de vista físico-motor há um fortalecimento muscular, articular e ósseo, principalmente de membros superiores e tronco. A Coordenação também é bastante beneficiada com um maior conhecimento corporal, noção de limite dos movimentos, lateralidade e principalmente equilíbrio.
Cognitivamente a escalada ajuda na organização pessoal, elaboração de estratégia e tomada de decisão mais rápida e eficiente. No campo do desenvolvimento psico-social o aluno se torna mais concentrado, confiante, corajoso, além de aprender a respeitar o parceiro de escalada criando um vínculo que o torna responsável pela vida do outro, fortalecendo as relações inter e intrapessoais.
Mas a escalada na Escola não deve se limitar apenas aos muros como até agora foi falado e trabalhado pelos professores. Os muros devem apenas ser um dos recursos utilizados pelo professor pela segurança e facilidade para a prática cotidiana das aulas onde o professor irá lançar os conceitos básicos da modalidade. É importante se estabelecer, desde o primeiro momento, as relações transdisciplinares que a escalada oferece para que os alunos entendam que a prática esportiva pode (e deve) ser aliada das demais disciplinas. Conteúdos como impacto ao meio ambiente, técnicas verticais, planejamento, geografia, história, geologia, física e muitos outros podem ser aprendidos in loco tornando a aula cada vez mais próxima à realidade desses alunos.




SLACKLINE

O Slackline é um esporte de equilíbrio sobre uma fita de nylon, estreita e flexível, praticado geralmente a uma altura de 30cm do chão. Sua origem vem da escalada, popularizou-se como treino de equilíbrio, e agora vem sendo desenvolvido e difundido em todo o mundo.
O Slackline iniciou-se em meados dos anos 80 nos campos de escalada do Vale de Yosemite, EUA. Os escaladores passavam semanas acampando em busca de novas vias de escalada e nos tempos vagos esticavam as suas fitas de escalada, através de equipamentos, para se equilibrar e caminhar. O Slackline, também conhecido como corda bamba, significa "linha folgada" e pode ser comparado ao cabo de aço usado por artistas circenses, porem sua flexibilidade permite criar saltos e manobras inusitadas. 

Quem pode praticar
O Slackline é indicado para todas as idades. Desde crianças a partir de 05 anos à adultos com 80 anos. Muitos escaladores, skatistas e surfistas praticam o Slackline como uma forma divertida de treinar seu esporte, já que os movimentos e músculos usados são semelhantes aos realizados no Slackline.

Benefícios
O Slackline possui muitos benefícios físicos e também mentais. Destacamos o equilibrio, concentração, consciência corporal, velocidade de reação e coordenação como os maiores benefícios do Slackline.


TRICKLINE

O trickline é a modalidade mais praticada do slackline. Geralmente praticado a partir de 60cm de altura, o trickline permite a realização de manobras de saltos e equilíbrio extremo, exigindo do praticante bastante preparo físico e treino.

LONGLINE

O longline é a pratica do slackline em fitas com comprimento a partir de 20 metros. Esta modalidade exige do praticante bastante condicionamento físico, pois quanto maior o comprimento da fita mais força muscular e equilíbrio são necessários, e também requer bastante concentração para manter-se na fita e vencer as dificuldades.

HIGHLINE

O Highline é praticado em alturas superiores a 5 metros. Esta modalidade requer muita experiência e conhecimento de alpinismo, pois é necessário utilização de equipamentos de segurança e conhecimento técnico de sistema de redução. Além do preparo físico e concentração, controle mental é fundamental para manter em equilíbrio sentimentos como medo, ansiedade e adrenalina em grandes alturas.

WATERLINE

O waterline é a prática do slackline sobre a água. Seja em piscinas, rios ou praias esta é a modalidade mais refrescante e descontraída, já que podem ser realizadas diversas manobras do trickline e as quedas nunca serão mal desejadas.

ARVORISMO

Provavelmente em meados da década de 70, cientistas visando o estudo do dossel adaptaram técnicas de montanhismo e técnicas verticais para escalar as árvores e criar meios para fazer travessias entre elas. Desta forma eles ganhavam tempo, não precisando descer de uma árvore e subir em outra diversas vezes em um dia.
Com o advento do ecoturismo, passou-se a adaptar estas técnicas com finalidade apenas de contemplação, com o uso de passarelas para percorrer o ambiente das copas. Não se tem um registro que documente quem começou com estas atividades, mas a Costa Rica é um país com tradição nas atividades de ecoturismo e aventura, principalmente usando árvores como recurso. Posteriormente foi dada uma pitada de “adrenalina” a esta atividade que passou a ser denominada no Brasil de Arborismo ou Arvorismo, sendo conhecido como o primeiro circuito, uma sequência de passarelas que visavam à contemplação, estudo de meio e pesquisas o Parque nacional do Una, no sul da Bahia. O arvorismo no formato que se conhece hoje em dia no teve seu primeiro circuito inaugurado em agosto de 2001 aqui no Brasil.
E não só com esses intuitos, o arvorismo também pode se dar por meios educativos. Nas aulas de Educação Física Escolar ele pode trabalhar com temas transversais como medo, quando os alunos são desafiados, por exemplo, a superarem o medo da altura e também sobre o meio ambiente, quando falamos sobre a questão da construção dos circuitos de arvorismo sem prejudicar as árvores.
Pode-se dizer ainda que a construção de um minicircuito de arvorismo pelos próprios alunos ocasiona o trabalho em equipe e um maior interesse pelas questões de segurança que uma atividade de aventura pode oferecer.
Normalmente uma pista de arvorismo fica suspensa a pelo menos dez metros acima do solo e é construída com cabos de aço. Mas como fazer isso na escola? Basicamente, é necessário apenas o uso de algumas cordas, das quais podem ser encontradas em lojas de materiais de construção e que não tem um custo tão alto quanto aos cabos de aço ou das cordas dinâmicas ou estáticas específicas para as práticas de aventura e alguns pedaços de madeira. Mas é de grande importância destacar que os circuitos devem ser montados a no máximo 30 cm do solo, pois à partir disso há necessidade da utilização dos equipamentos de segurança como capacete, cadeirinha, mosquetões, solteira e polia.
Com ou sem materiais, adaptado ou não, o arvorismo pode promover inúmeras possibilidades, basta tentar.



Arvorismo ESFA (Ponte mista)

terça-feira, 22 de novembro de 2011

AS PCAN'S ADAPTADAS

Inserir um novo conteúdo nas aulas de Educação Física Escolar não é tarefa fácil, principalmente se houver uma grande demanda de materiais para as atividades. Temos que levar em consideração ainda que muitas escolas não possuem nem os materiais básicos como bolas, tatames, bambolês e outros.
Com as PCAN'S não é diferente. Na maioria das atividades de aventura se faz necessário o uso de vários equipamentos como capacetes, cadeirinhas, mosquetões, freios, cordas e muitos outros que possuem um auto custo, privando a escola de oferecer essas atividades. Privando? Pode ser difícil, mas não impossível.
Nas intervenções do Estágio Supervisionado III pude contar com o apoio da ESFA para utilizar alguns dos materiais nas atividades. Mas e aqueles professores que não tem auxílio? Desistir? A resposta é não!!!
A EMEF "Ernesto Corradi", onde as intervenções foram realizadas, não possui quadra poliesportiva, sendo assim, as aulas de Educação Física são realizadas num pequeno pátio em frente da escola.
Na minha proposta, uma das aulas daria aos alunos a oportunidade de vivenciar a corrida de orientação. O espaço pequeno quase fez com que eu desistisse. Mas ao ver o terreno ao redor da escola tive a idéia de que a corrida de orientação seria naquele local. E para surpresa de todos o espaço utilizado foi o de um pasto e de um cemitério, isso mesmo, um cemitério!
No dia da realização da atividade os alunos se espantaram, acharam engraçado, mas entenderam a proposta da atividade, principalmente respeitando o local.
Eles mesmos confeccionaram os mapas e as balizas utilizadas na atividade.
No debate ao fim da aula, os alunos não só gostaram, mas também queriam repetir a atividade.
E aí, dá ou não dá pra inserir um novo conteúdo? Ainda tem dúvidas? Confira as próximas publicações.

PEDAGOGIA DA AVENTURA

Hoje em dia o professor de Educação Física Escolar encontra diversas opções de conteúdos a serem aplicados em suas aulas. E as PCAN'S são uma opção. Autores como Dimitri Wuo Pereira, Igor Ambrust e Ricardo Ricci Uvinha trazem obras que auxiliam a utilização deste conteúdo.
Confira a análise do livro "Pedagogia da Aventura: Os esportes radicais, de aventura e de ação na escola" de Dimitri Wuo Pereira e Igor Ambrust e uma entrevista com a prof. Ms. Andreia Silva.


ATIVIDADES DE AVENTURA É NA ESFA

A escola Superior São Francisco de Assis oferece há cinco anos o programa "Esfa portas abertas". Este proporciona aos alunos da rede pública e particular de ensino, vivências em atividades físicas de lazer ao ar livre e contato com os Laboratórios de Anatomia e Zoologia, com o intuito de possibilitar atividades que venham acrescentar no processo educativo dessas escolas e o autoconhecimento dos alunos.
Já o programa “Esfa na Minha Escola” tem como objetivo orientar atividades de esporte e lazer à comunidade.
As escolas devem entrar em contato para agendar a visita da equipe da Esfa que irá ministrar as atividades escolhidas, como oficinas de Recreação, Ginástica, Lutas, Promoção da Saúde, para seus alunos.
O agendamento deve ser feito pelo professor ou responsável da escola pelos e-mails edu.fisica@esfa.edu.br ou marcelalab@esfa.edu.br ou através do telefone (27)3259-3997 e falar com Marcela Milli ou Andreia Silva.

A ESFA oferece ainda pacotes para atividades de aventura. Rapel, arvorismo, escalada e tirolesa. Essas são as atividades de aventura oferecidas pelo departamento de Extensão da Esfa, voltados para grupos, empresas e escolas.
As atividades são desenvolvidas com toda segurança com a supervisão de profissionais capacitados. A estrutura, construída pela empresa Ecoventure, que possui mais de 80 circuitos espalhados pelo Brasil.
No arvorismo são oito obstáculos, com vários tipos de pontes. Na tirolesa de 100 metros, uma parede de escalada de cinco metros e uma rampa de rapel pedagógica que possibilita a vivência no rapel positivo e negativo.
E todas essas atividades são feitas com emoção, mas sempre com muita segurança. Para isso, todos os equipamentos para arvorismo, rapel e escalada são homologados e os monitores capacitados.
Além da parte de aventura, a Esfa possui quadra poliesportiva, campo de atletismo, campo de futebol society e piscina, além de um entorno que possibilita a vivência em trilhas e em atividades terrestres como campismo, trekking e corridas de orientação.
Por tudo isso, além de ser um local de formação, a Esfa pode ser considerada também como um ponto certo de visitação para os amantes da natureza.
Quem pode participar: No arvorismo, crianças a partir de 7 anos, acompanhadas por responsável. Escalada e rapel, crianças a partir de 5 anos, acompanhadas por responsável. Para maiores de 60 anos é necessária uma autorização médica.
O agendamento pode ser feito junto ao setor de Pronto Atendimento, pelo telefone.: (27) 3259-3997 / 9244-7181 ou pelo e-mail: prontoatendimento@esfa.edu.br
A pista de arvorismo é montada no alto das árvores e permite a travessia por obstáculos, contemplando a natureza por um ângulo diferente.


Para mais informações acesse http://www.esfa.edu.br/

A EDUCAÇÃO FÍSICA ESCOLAR E AS PCAN'S

É preciso fazer com que os alunos entendam o verdadeiro significado de uma aula de Educação Física, retirando o seu significado de hora da brincadeira, do descanso.
A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Lei nº 9394/96 trás em seu artigo 26 a Educação Física como componente curricular, estando seu projeto inserido ao projeto pedagógico da escola. A partir desta referência, percebemos um avanço do ponto de vista legal da área, a ser reconhecida como disciplina curricular e não apenas como uma mera atividade dentro do currículo escolar.
Já nos PCN’S é possível encontrar que:
Atualmente entende-se que a Educação Física, como disciplina escolar, deve tratar da cultura corporal, em sentido amplo: sua finalidade é introduzir e integrar o aluno a essa esfera, formando o cidadão que vai produzir, reproduzir e também transformar essa cultura. Para tanto, o aluno deverá deter o instrumental necessário para usufruir de jogos, esportes, danças, lutas e ginásticas em benefício do exercício
crítico da cidadania e da melhoria da qualidade de vida. (BRASIL, 1998, p.139).

E ainda, em Coletivo de autores:
A Educação Física é uma disciplina que trata, pedagogicamente, na escola, do conhecimento de uma área denominada aqui de cultura corporal. Ela será configurada com temas ou formas de atividades, particularmente corporais, como as nomeadas anteriormente: jogo, esporte, ginástica, dança ou outras, que constituirão seu conteúdo. O estudo desse conhecimento visa apreender a expressão corporal como linguagem. (SOARES et al, 1992, p. 61 e 62).

Para que isso seja possível é necessário que as aulas ofereçam aos alunos práticas que os incentivem. Surge então a idéia de inovar, apresentando assim as práticas corporais de aventura na natureza, ou seja, os esportes de aventura. As práticas corporais de aventura na natureza segundo Uvinha (2004) vem se manifestando no contexto atual como práticas de lazer e/ou esportivas de diversas formas: surf, tirolesa, rapel, escalada, trekking, dentre outros. 
Tais possibilidades podem ser oferecidas no espaço escolar, uma vez que este se constitui ao longo do tempo como espaço para o ato educativo que visa contribuir com a formação do indivíduo. Assim, pretendemos refletir sobre as Práticas corporais de aventura na natureza
Diante da realidade atual, verificamos que os esportes tradicionais, futebol, voleibol, handebol e outros, vem sendo prioridade na prática da Educação Física escolar. Porém, a modernidade tem apresentado possibilidades de estudar outros conteúdos, no caso as práticas corporais. Não se sugere que estes conteúdos tradicionais sejam extintos, mas que novos conteúdos façam parte da Educação Física escolar.
Os esportes de aventura trazem possibilidades infinitas quanto conteúdo nas aulas de educação física escolar. Neste caso, além da motivação para a participação das aulas, os alunos têm ainda a possibilidades de vencer desafios como o medo, aprender a trabalhar em equipe e ainda vivenciar uma prática inovadora na escola. E mais, com as relações dos esportes de aventura e meio ambiente os alunos terão a possibilidade de levar para o dia a dia a importância da preservação do espaço em que vivem.
Entretanto, apesar desta ser uma prática de constante participação, não será cobrado o rendimento, mas sim o interesse do aluno, sua atenção à atividade.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

A PROPOSTA

O estágio supervisionado tem como proposta colocar o acadêmico em contato com uma de suas possíveis áreas de atuação: a Educação Física Escolar. A princípio, é preciso entender o contexto em que a escola se encontra, seja pela relação com os alunos ou com a comunidade. À partir disso, busca-se inserir um conteúdo que se aproprie das necessidades e desmistifique o conceito “hora da brincadeira” dada a Educação Física por muitos. E para que isso seja possível é preciso entender a riqueza de possibilidades que a Educação Física oferece. A presente proposta apresenta as Práticas Corporais de Aventura na Natureza (PCAN'S) como um conteúdo a ser explorado nas aulas, trazendo a inovação, superação de desafios, a cooperatividade e uma relação constante com o dia a dia. È importante destacar a criação de um blog que fará a divulgação das informações coletadas e auxiliará no processo de professores que pretendem inseris as PCAN'S em suas aulas de Educação Física.