segunda-feira, 12 de dezembro de 2011

ARVORISMO

Provavelmente em meados da década de 70, cientistas visando o estudo do dossel adaptaram técnicas de montanhismo e técnicas verticais para escalar as árvores e criar meios para fazer travessias entre elas. Desta forma eles ganhavam tempo, não precisando descer de uma árvore e subir em outra diversas vezes em um dia.
Com o advento do ecoturismo, passou-se a adaptar estas técnicas com finalidade apenas de contemplação, com o uso de passarelas para percorrer o ambiente das copas. Não se tem um registro que documente quem começou com estas atividades, mas a Costa Rica é um país com tradição nas atividades de ecoturismo e aventura, principalmente usando árvores como recurso. Posteriormente foi dada uma pitada de “adrenalina” a esta atividade que passou a ser denominada no Brasil de Arborismo ou Arvorismo, sendo conhecido como o primeiro circuito, uma sequência de passarelas que visavam à contemplação, estudo de meio e pesquisas o Parque nacional do Una, no sul da Bahia. O arvorismo no formato que se conhece hoje em dia no teve seu primeiro circuito inaugurado em agosto de 2001 aqui no Brasil.
E não só com esses intuitos, o arvorismo também pode se dar por meios educativos. Nas aulas de Educação Física Escolar ele pode trabalhar com temas transversais como medo, quando os alunos são desafiados, por exemplo, a superarem o medo da altura e também sobre o meio ambiente, quando falamos sobre a questão da construção dos circuitos de arvorismo sem prejudicar as árvores.
Pode-se dizer ainda que a construção de um minicircuito de arvorismo pelos próprios alunos ocasiona o trabalho em equipe e um maior interesse pelas questões de segurança que uma atividade de aventura pode oferecer.
Normalmente uma pista de arvorismo fica suspensa a pelo menos dez metros acima do solo e é construída com cabos de aço. Mas como fazer isso na escola? Basicamente, é necessário apenas o uso de algumas cordas, das quais podem ser encontradas em lojas de materiais de construção e que não tem um custo tão alto quanto aos cabos de aço ou das cordas dinâmicas ou estáticas específicas para as práticas de aventura e alguns pedaços de madeira. Mas é de grande importância destacar que os circuitos devem ser montados a no máximo 30 cm do solo, pois à partir disso há necessidade da utilização dos equipamentos de segurança como capacete, cadeirinha, mosquetões, solteira e polia.
Com ou sem materiais, adaptado ou não, o arvorismo pode promover inúmeras possibilidades, basta tentar.



Arvorismo ESFA (Ponte mista)

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