Escalada Esportiva
A escalada esportiva é uma prática que utiliza as técnicas e movimentos de montanhismo e que tem como objetivo exigir o máximo de força e concentração do atleta. A técnica, a coragem, a adrenalina, juntamente com a força, são os fatores fazem da Escalada um esporte apaixonante.
Para quem pensa que o esporte se resume a "homens-aranha" que ficam escalando grandes arranha-céus pelo mundo, está enganado. A escalada é muito mais importante que isso e quem pratica quer antes de tudo desenvolver uma atividade que irá livrá-los do stress do dia-a-dia.
O atleta da escalada deve encontrar diferentes soluções para ultrapassar os obstáculos, não importando se está em uma cadeia de famosas montanhas européias ou na parede de uma academia.
Um dos principais atrativos da escalada é o fato de ela poder ser praticada em qualquer cidade, bastando para isso uma parede em qualquer academia. Hoje já é muito difundida a prática da Escalada nos grandes centros.
Escalada Esportiva em estruturas artificiais (indoor)
A escalada indoor surgiu no final da década de 1970, na Rússia pela necessidade dos escaladores locais de treinarem durante o rigoroso inverno, que os impossibilitava de sair para as montanhas. Desde então passaram a fixar agarras de madeira e pedra em paredes para completar seu treinamento.
Essa forma de treino logo se espalhou pela Europa devido ao clima tão frio quanto o russo e já em 1984, na Bardonechia, Itália, foi realizado o primeiro campeonato de escalada indoor, (RESENDE JUNIOR, 1999; BERTUZZI, 2005) criando um marco divisório e polêmico entre a escalada tradicional de montanhas com seus riscos e privações próprias de expedições em lugares inóspitos que delimitavam esse esporte como “perigoso e mortal”, (KRAKAUER, 1997), e a nova modalidade extremamente atlética, onde o grande feito se dava em alturas não superiores a 20 metros com movimentos de equilíbrio e força que apenas os mais hábeis poderiam alcançar, aproximando-os muito mais de ginastas do que de alpinistas, como são chamados os montanhistas que escalavam os Alpes, o que Ferrer (2002) chama de “esportivização do montanhismo”.
Escalada Esportiva de Competição
As primeiras competições de escalada aconteceram na Ucrânia, na década de 60. Eram competições de velocidade realizadas em paredes rochosas naturais. Outros países também realizaram competições em rocha, mas lentamente, com o advento dos muros artificiais, as competições passaram a acontecer em ginásios ou praças públicas.
Competições têm suas particularidades e não necessariamente um bom escalador esportivo será um bom escalador de competição. Hoje existem atletas que treinam exclusivamente para competir. Existe uma Copa do Mundo, semelhante ao que acontece no esqui, e possivelmente escalada esportiva se tornará um esporte olímpico.
Boulder
Vencer certas seqüências de movimentos difíceis, sobre blocos baixos e sem a utilização de cordas de proteção, chamamos de bouldering.
Muito disseminado entre os escaladores modernos, fazer boulder pode ser muito divertido e desafiador, atingindo os maiores graus de dificuldade possíveis.
Às vezes se usa colchões para proteção, ou apenas um “spot”, ou seja, um parceiro que se posiciona adequadamente e que tem a função de “ajeitar” uma possível queda de forma a fazer o escalador cair de pé, minimizando as chances de contusão.
Por tratar-se de movimentos fortes e seqüências curtas; bouldering desenvolve muita explosão muscular e força bruta. Campeonatos de boulder são a sensação do momento ao redor do mundo, e aqui no Brasil estamos apenas começando.
Escalada na escola
E meados dos anos 90 algumas iniciativas pioneiras de escolas particulares do Rio de Janeiro e São Paulo abriram esta porta para a escalada no Brasil. Foram criados muros para a aprendizagem da escalada nesses colégios e alguns professores de Educação Física que também escalavam ou tinham conhecimento na área começaram a usar a escalada como um dos conteúdos de suas aulas e a criaram atividades recreativas e de iniciação desportiva para as crianças e os adolescentes.
Na época, esta novidade trouxe diversas suspeitas com relação a segurança dos alunos, visto que era uma atividade até então nunca implantada dentro do ambiente escolar e por todas as características específicas da modalidade que realmente geram um pouco de medo, natural, naqueles que não conhecem. A principal preocupação foi em relação à visão que os pais teriam dessa proposta e os riscos que essa atividade poderia trazer caso fosse utilizada de maneira equivocada.
Hoje, dez anos depois das primeiras iniciativas, podemos afirmar que a escalada nas escolas, tal como acontece na França, EUA e outros países é um componente curricular riquíssimo e tende a crescer muito, gerando modificações na própria cultura da escalada no Brasil.
A escalada nas aulas de Educação Física
É cedo para afirmar algo mais concreto visto que as pesquisas nesta área de conhecimento ainda estão começando, mas algumas evidências da prática no ensino da escalada nas escolas que trabalhamos mostram que do ponto de vista físico-motor há um fortalecimento muscular, articular e ósseo, principalmente de membros superiores e tronco. A Coordenação também é bastante beneficiada com um maior conhecimento corporal, noção de limite dos movimentos, lateralidade e principalmente equilíbrio.
Cognitivamente a escalada ajuda na organização pessoal, elaboração de estratégia e tomada de decisão mais rápida e eficiente. No campo do desenvolvimento psico-social o aluno se torna mais concentrado, confiante, corajoso, além de aprender a respeitar o parceiro de escalada criando um vínculo que o torna responsável pela vida do outro, fortalecendo as relações inter e intrapessoais.
Mas a escalada na Escola não deve se limitar apenas aos muros como até agora foi falado e trabalhado pelos professores. Os muros devem apenas ser um dos recursos utilizados pelo professor pela segurança e facilidade para a prática cotidiana das aulas onde o professor irá lançar os conceitos básicos da modalidade. É importante se estabelecer, desde o primeiro momento, as relações transdisciplinares que a escalada oferece para que os alunos entendam que a prática esportiva pode (e deve) ser aliada das demais disciplinas. Conteúdos como impacto ao meio ambiente, técnicas verticais, planejamento, geografia, história, geologia, física e muitos outros podem ser aprendidos in loco tornando a aula cada vez mais próxima à realidade desses alunos.





Interessante trabalho desenvolvido, pois condiciona o aluno a uma pratica que se esta em expansão e ainda contribuindo na modificação de habitos, que sejam saudavéis, pois o legal dessas praticas e a alegria e a diversão, aliada a uma educação de qualidade e com saúde. Muito bom Parabéns.
ResponderExcluiro trabalho possibilita aos alunos a esecuçao de novas praticas de movimento além de desafia-los em relaçao ao medo,muito interessate .Parabens
ResponderExcluira diversificaçao e a pratica de movimento em relaçao com desafios,sendo eles praticados com promoçao de saude alegria e diversao sao adquados e muito bem absorvidos pelos alunos.
ResponderExcluircomo esta relatado no seu blogger,partes motoras,auxlio nas relaçoes pessoais, cooperaçao e interaçao é muito importante.parabens
Parabéns pela brilhante iniciativa a proporcionar a esses alunos um esporte tão surreal ao olhos deles.
ResponderExcluirPenso que nós futuros professor, temos por obrigação de estamos sempre renovando e proporcionas aos nossos alunos novas vivencias , tais como essa que você os proporciono.